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IMPRONUNCIALISMO

IMPRONUNCIALISMO

11
Nov25

MODELO E MATRIZ DO COMPORTAMENTO HUMANO

SAPr3i

 

MATRIZ DO COMPORTAMENTO HUMANO

De acordo com o Impronuncialismo a "Matriz do Agir Humano" o comportamento humano inclui as seguintes 11 VARIÁVEIS:

-- Decido (gestus) [variável 1] que o meu corpo (motus) [variável 2] faz este gesto/acção (figuratio) [variável 3] com esta quantidade de: competição/desafio (agon) [variável 4], de vertigem/aventura/excitação (ilinx) [variável 5], de simulacro/jogo/imitação (mimicry) [variável 6], de sorte/aleatoriedade/'aposta no desconhecido' (alea) [variável 7], e com esta quantidade de ordem/regras/encadeado/algoritmo/limite (ludus) [variável 8] e de prazer/liberdade/criatividade (paidea) [variável 9], neste Espaço [variável 10] e neste Tempo [variável 11].

 

 

MATRIZ DO AGIR HUMANO:

A equação de 11 variáveis a que está sujeito o comportamento humano

 

Decido (gestus) [variável 1] que o meu Corpo (motus) [variável 2] faz este Gesto/Ação (figuratio) [variável 3] com esta quantidade de Competição/Desafio (agon) [variável 4], de Vertigem/Aventura/Excitação (ilinx) [variável 5], de Simulacro/Jogo/Imitação (mimicry) [variável 6], de Sorte/Aleatoriedade/Aposta no desconhecido (alea) [variável 7], e com esta quantidade de Ordem/Regras/Encadeado/Algoritmo/Limite (ludus) [variável 8] e de Prazer/Liberdade/Criatividade (paidea) [variável 9], neste Espaço [variável 10] e neste Tempo [variável 11].

 

 

 

AGON

 

competição

desafio

 

 

ILINX

 

vertigem

aventura

excitação

 

 

MIMICRY

 

simulacro

mimesis

jogo

 

 

ALEA

 

sorte

aleatoriedade

 

LUDUS

 

regras

ordem

encadeado

algoritmo

limites

 

 

PAIDEA

 

prazer

criatividade

liberdade

 

MOTUS

 

suporte

infraestrutura

motricidade

biomecânica

fisiologia

funcionamento

 

corpo

 

[objeto]

 

FIGURATIO

 

acto/atividade/fazer ação/agir/performance

comportamento

desempenho

modalidades/técnicas

efeitos/resultados

 

figura/coreografia

 

[uso]

 

 

GESTUS

 

decisão

intencionalidade

atitude

perpetração

praticantes

pessoas

 

cérebro/ mente

 

[valor]

 

 

Modelo do Comportamento Humano:

 

adaptação

 

 

 

 

 

 

n’ ciclos

variação

mutação

selecção

 

1

 

 

2

 

3

 

 

4

 

 

5

 

6

 

 

7

 

 

8

 

 

9

 

 

10

 

 

11

 

 

12

 

 

OBJECTO

CORPO

 

ser-vivo

(auto-catálise e auto-organização)

 

(corpo-cérebro, suporte, hardware ... e ‘programa’, software, lógica, cognição, consciência, espírito)

 

Os sucessivos corpo-cérebro modificados pela inserção da codificação do que foi escolhido como sendo Relevante no ciclo anterior)

 

 

AMBIENTE

 

 

relação do ser-vivo com o exterior

 

 

 

(existência, universo, natureza, vida, mundo)

 

O Ambiente (contexto, circunstância) serve de interruptor à decisão e à acção.

 

Uma relação do Mesmo com o Mesmo, no sentido de que quer o corpo-cérebro como o Ambiente são feitos da mesma substância física, apenas diferindo no nível de organização e integração. A relação, portanto, é entre esses dois diferentes Estados do Mesmo.

 

 

DECISÃO

 

 

relação do ser-vivo com o seu interior/cognição

 

 

 

(cognição; o ser-vivo é obrigado a usar o corpo-cérebro modificado para enfrentar este novo desafio neste novo ciclo)

 

Decido (gestus) [variável 1] que o meu corpo (motus) [variável 2] faz este gesto/acção (figuratio) [variável 3] com esta quantidade de: competição/desafio (agon) [variável 4], de vertigem/aventura/excitação (ilinx) [variável 5], de simulacro/jogo/imitação (mimicry) [variável 6], de sorte/aleatoriedade/'aposta no desconhecido' (alea) [variável 7], e com esta quantidade de ordem/regras/encadeado/algoritmo/limite (ludus) [variável 8] e de prazer/liberdade/criatividade (paidea) [variável 9], neste Espaço [variável 10] e neste Tempo [variável 11].

 

ACÇÃO

 

 

nível individual

 

 

 

 

(comporta-mento individual; exteriorização da decisão; a heptadimensionalidade do Fazer)

 

RELAÇÃO

 

 

nível inter-individual (eu vs outro)

 

 

 

(jogo, troca; comunicação, partilha, cooperação; a acção posta na relação com os outros; nível social do comportamento)

 

REGULAÇÃO

 

 

nível social

 

 

 

 

(colocar limites à liberdade da acção e da relação, através de regras, regulamentos, leis, tratados, acordos, direitos-humanos, etc.)

 

 

RELEVÂNCIA

 

 

simultaneamente nível social e individual

 

 

 

(escolha da relevância; preferir isto a aquilo; classificação e hierarquização do valor; património)

 

 

CODIFICAÇÃO

EM MEMÓRIA

 

nível bioquímico

 

 

 

 

(transmitir; inserir a relevância no ‘Objecto-inicial’ ao iniciar um novo ciclo do comportamento)

 

(guardar na memória a relevância; património; o fenómeno da ‘permanência’, habitus, histérese)

 

(transformar a memória da Relevância numa codificação. Isto é, que seja possível inseri-la no corpo-cérebro (Objecto) no ciclo seguinte do comportamento.

 

NOVO CICLO

Re-Objecto

 

(re-início e repetição do ciclo comportamental; ‘n’ ciclos)

 

 

 

 

 

MODIFICAÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

(modificação ao fim de ‘n’ repetições do ciclo comportamental)

 

(permutações, combinatórias, possibilidades dentro de uma lógica, a partir de um 'K' constante, de um grupo finito simples)

 

 

CATÁSTROFE

 

 

 

 

 

 

 

(mudança; ‘catástrofe’ no sentido de R. Thom)

 

Qualquer coisa (elemento, objecto, letra, número, sinal, signo, partícula, ponto) que esteja submetido a um «modelo» (programa-estrutura-paradigma-sintagma-espécie-tipo-estilo-padrão-ideologia-gramática-moral-ética-verdade-certeza-narrativa-texto) está prisioneiro de uma lógica, dentro da qual só consegue fazer combinatórias e permutações. Não consegue evoluir. A memória de nada lhe serve, sem esse desejo de deixar de ser o que é. Não consegue romper essa prisão da repetição de si-mesma. Torna-se análoga a um 'grupo finito simples' ou 'esporádico' (no sentido matemático do 'teorema da classificação dos grupos finitos simples').

 

 

EVOLUÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

(‘especiação’; uma nova espécie de coisa; mudança na

«constante K» dos grafos de Cayley definida na "conjectura de Babai, Kantor, Lubotzky" que Martin Kassabov demonstrou em 2007).

 

 

 

31
Out25

OBJECTO

SAPr3i

 

OBJECTO

Coisas… Objectos… Aquilo que se diz ser a realidade (o real).

Para uns (uma maioria) basta dizer, «estou a ver isto ou aquilo», para acreditarem que vêem, que a coisa existe, e que sabem o que é. Para outros (uma minoria), ver é não ver outros modos de ver.

Para o Impronuncialismo uma coisa ou um objecto é um estado excitado de um campo colapsado pelo impacto da observação (isto é, colapsado ou curvado pelo apedrejamento de fotões). É na curvatura do campo, causada pelo impacto dos fotões (observação), é através da retroação desse impacto, que os ‘humanos’ adquirem a perceção da tridimensionalidade das coisas e dos objectos.

Na conferência que proferi em 20 de março de 2018, que intitulei “Antropologia do Objeto: o encontro entre Descartes e Agamben a propósito do conceito de Objeto e de Real”, apresentei um ‘Modelo do processo de como se formam as coisas e os objectos na cognição humana’. Que o Quadro adiante resume:

 

 

1 →

 

2 →

 

 

3

 

OBJECTO|COISA →

 

 

 

 

USO →

 

 

 

VALOR|SIGNIFICADO|SENTIDO

 

 

OBJECTO|COISA →

nome/identidade

 

(ponto)

NARRATIVA →

sentido/orientação

 

(linha)

CONTEXTO

paradigma/epistema/estrutura/ideologia

 

(plano/campo)

 

 

CRIAÇÃO|CONSTRUÇÃO|PERCEPÇÃO

acção

 

 

 

CORRUPÇÃO →

interpretação/desgaste

 

 

ANIQUILAMENTO

esquecimento|memória

 

 

E escrevi:

The Original is always a Copy from the moment of the Formalization (that occurs in cognition or imagination). So all materiality is copy. Memory is the algorithmic solution to save annihilation of the Original. It is necessary to understand the two cycles of the object: the cycle of Neguentropy (genesis/formation/creation/identity) and the cycle of Entropy (decay)." [See “Heptadimensional concept of Object”, Pedro Manuel-Cardoso, http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg18495.html].

No Impronuncialismo, diferentemente de Heidegger ou Agamben, a questão não é a compreensão ou procura de uma ‘essência’, ou saber acerca de uma ‘existência do que não se sabe’. No Impronuncialismo, a questão é a procura da transformação física até à «propriedade SAP3i».

Agamben, Heidegger, Badiou, Dilthey, e outros, escreveram acerca do que é uma coisa e um objecto:

  • O Real só se descobre através da inconsistência do fantasma, no carácter antinómico do suporte fantasmático e da nossa experiência da realidade.” (Alain Badiou)
  • "A realidade, para cada indivíduo, só existe nos factos da consciência vindos da sua experiência interior" (W. Dilthey, 1976)
  • "A linguagem (a razão) é o que faz com que algo exista em vez de nada” (G. Agamben, 1990, “A Comunidade Que Vem”)
  • Como o mundo é – isso é exterior ao mundo” ((G. Agamben, 1990, “A Comunidade Que Vem”)
  • O ser humano é o ser que, confrontando-se com as coisas, e unicamente neste confronto, se abre ao não-coisal. E inversamente: aquele que, sendo aberto ao não-coisal, está, unicamente por isso, irreparavelmente entregue às coisas. Não-coisalidade (espiritualidade) significa: perder-se nas coisas, perder-se até não poder conceber mais nada senão coisas. E só então, na experiência da irremediável coisalidade do mundo, chocar com um limite, tocá-lo. Este é o sentido da palavra: Exposição.” (G. Agamben, 1990, “A Comunidade Que Vem”)
  • Sentido e denotação não esgotam a significação linguística. É necessário introduzir um terceiro termo: a própria coisa. O ser tal qual. Que não é nem o denotado nem o sentido. Este é o sentido da teoria platónica das ideias.” (G. Agamben, 1990, “A Comunidade Que Vem”)
  • No princípio de razão (ratio est cur aliquid existit potius quam nihil |há uma razão que faz com que algo seja em vez do nada) o essencial não é «que algo seja» (o ser). Nem que «algo não seja» (o nada). Mas que algo seja e não o nada. Por isso, o princípio da razão não pode ser lido como uma oposição entre dois termos: «é/não é». Pois contém um terceiro termo: o «potius» (de «potis», que pode). O poder de não-ser. O espantoso não é que algo tenha podido ser, mas que tenha podido não não-ser.” (G. Agamben, 1990, “A Comunidade Que Vem”)
  • O que é na verdade a coisa, na medida em que é uma coisa? Quando assim perguntamos, queremos conhecer o ser-coisa (Dingsein), a coisalidade da coisa (die Dingheit). Importa experienciar o carácter coisal (das Dinghaft) da coisa. Para tanto, temos de conhecer o âmbito a que pertencem os entes a que, desde há muito, chamamos com o nome ‘coisa’. [….] Uma tal coisa, que não «aparece», a saber, uma «coisa em si», é, segundo Kant, por exemplo, o todo do mundo. Uma tal coisa é até mesmo o próprio Deus. Todo o ente que de todo em todo é designa-se, na linguagem da Filosofia, uma coisa.” (Martin Heidegger)
  • A obra de arte abre à sua maneira o ser do ente. Na obra, acontece esta abertura. A saber, o desocultar. Ou seja, a verdade do ente. Na obra de arte, a verdade do ente pôs-se em obra na obra. A arte é a verdade a pôr-se-em-obra. [….] As obras de arte mostram sempre, se bem que de formas completamente diferentes, a coisalidade (das Dinghafte). A coisalidade na obra nunca poderá ser encontrada, enquanto o puro estar-em-si-mesma (reine Insichstehen) da obra não se tiver claramente manifestado.” (Martin Heidegger)

Etc….

 

 

14
Out25

A Compressão de cada Fazer

SAPr3i

MUSEU DO SER-HUMANO

(coord.) Pedro Manuel-Cardoso

Conselho Consultivo: Elísio Summavielle, João Azenha da Rocha, Kevin Shirley, Maria Isabel Tristany, Vitor Malburg Patrianova

 

exposição e debate

 

A COMPRESSÃO DE CADA FAZER

 

17 outubro 2025

 

A atração de cada Fazer, relativamente aos que é capaz de comprimir à sua volta, é um fenómeno análogo a uma força capaz de os submeter a uma gravidade ou translação que os faz convergir, isto é, que os aprisiona nela. Implica uma assimetria de energia, densidade, e temperatura. As ilusões, utopias, crenças, fés, certezas, verdades, evidências, projectos, objectivos, e outras coisas do mesmo género, são manifestações dessa compressão do Fazer.

A atração de cada Fazer (essa força que atrai outros fazeres) é --- em cada época, em cada nível de complexidade e abstração, e em cada estádio evolutivo --- análoga ao que acontece em matemática aos 'grafos de Cayley' dentro do 'teorema de classificação dos grupos finitos simples'. Concretamente, de existirem grupos em que um determinado número reduzido de elementos é suficiente para se obterem todos os outros, bastando multiplicarem-se esses elementos entre si. Facto que, em 1989, conduziu à 'conjectura de László Babai, William Kantor e Alex Lubotzky', que Martin Kassabov demonstrou em 2007: "for every positive constant there exists a number K such that every non-cyclic finite simple group has a set of at most K generators whose Cayley graph is a expander with that constant".

Este fenómeno exprime-se desde a escala física até às escalas simbólica e imaginária, passando pelas escalas química, biológica, social e cultural. Uma língua gerada por um alfabeto, ou um programa gerado por um código, são bons exemplos. Mas existem muitos mais, que podem ser representados visualmente numa Exposição: seja um determinada coreografia gestual ou composição vocal: seja um determinado estilo de arte, design, música ou literatura; seja uma determinada mentalidade, comportamento ou ideologia; seja uma determinada moral ou ética; seja uma determinada espécie de vida biológica ou agregado químico; seja um determinado tipo de objectos, cores, sons ou imagens. E assim sucessivamente.

Esta Exposição mostrará exemplos desse fenómeno, isto é, desse limite, desse confinamento e dessa compressão, a que estão sujeitos a percepção e o discernimento humano.

Esta Exposição, assim, deste modo, sucede à que propusemos ao 'Museu Nacional de História Natural' da Universidade de Lisboa, que foi aceite em 31 de maio de 2006, intitulada "Pôr em Código".

 

Pedro Manuel-Cardoso

30
Set25

A VIDA DAS COISAS

SAPr3i

Museu do Ser-Humano | Exposição e Debate | A VIDA DAS COISAS | 30 out 2025

 

 

MUSEU DO SER-HUMANO

 

(coord.) Pedro Manuel-Cardoso

Conselho Consultivo: Elísio Summavielle, João Azenha da Rocha, Kevin Shirley, Maria Isabel Tristany, Vitor Malburg Patrianova

 

exposição e debate

 

A VIDA DAS COISAS

 

E se a humanidade tivesse contaminado a relação entre os nomes (signos, números, letras, imagens) e as coisas nomeadas, entre a representação e o fenómeno, entre a física e a matemática?

 

 

AS COISAS ... "One of the greatest scientific achievements of the 19th century was Mendeleev's discovery of the periodic table, which organizes the basic building blocks of matter into sets of substances with similar properties."

OS NOMES DADOS À RESPRESENTAÇÃO DAS COISAS ... "One of the greatest mathematical achievements of the 20th century was the discovery that there is a kind of periodic table for symmetries. This table contains infinitely many groups, but most of them are arranged into families."

O COMPORTAMENTO DAS COISAS E DOS SEUS NOMES ... "Every finite symmetry group can be broken up, in a well-defined manner, into 'indivisible' symmetry groups (atoms of symmetry, so to speak). These basic building blocks for finite groups are known as 'simple groups', in the sense of 'not made up from several parts'... Just as atoms can be combined to build molecules, so these 'simple groups' can be combined to build all 'finite groups'."

A INTERFERÊNCIA HUMANA ... "The proof of the 'Classification Theorem for Finite Simple Groups' when first completed, ran to about 10,000 pages in mathematical journals. It has since been reworked, and is now estimated that when complete it will be 5,000 pages long." [....] "This classification was obtained between 1955 and 2004 through the joint efforts of about a hundred mathematicians, ultimately following a programme proposed by Daniel Gorenstein." (Ian Stewart, 2013, "Symmetry...", Oxford University Press)

...

Em 30 de agosto de 2025, por ocasião do debate e exposição no Museu do Ser-Humano sobre a hipótese de uma 'Tabela de Rotação das Partículas', foi discutida a possibilidade do número de rotações que especificam as diferenças entre as partículas pudesse estabelecer uma relação algébrica com o que acontece na ''classificação dos grupos finitos" (e 'esporádicos'), que também se organizam numa espécie de 'famílias'. Se tal acontecer, estamos perante uma relação entre física e matemática (entre os nomes e as coisas nomeadas, entre as coisas e as representações). Quiçá, um casamento de conveniência (uma necessidade), que confinaria a actual imaginação do actual ser-humano.

Ora, isso levar-nos-ia a uma hipótese ainda muito pior. Pois, se esse funcionamento do universo e da natureza fôr idêntico nas várias escalas [concretamente, entre a 'tabela da rotação das partículas', o 'modelo padrão', a 'tabela periódica de Mendeleev', e o 'modelo do comportamento e evolução da vida'], então, será legítimo supor que o funcionamento e o aparecimento da cognição (em relação aos diferentes níveis da sua complexidade) obedecerá ao mesmo processo de sucessiva intrincação, justaposição e integração, podendo ser representado também pela álgebra. Como se pensamento e espírito fossem a mesma existência do que tudo o resto. Apenas, A VIDA DAS COISAS.

O interessante desta 'vida das coisas' é estarem expostas em Lisboa, simultâneamente em três excelentes exposições de dois museus. E serem um assunto tanto do 'Ocidente' como do 'Oriente', manifestado desde há milhares pelo ser-humano. Refiro-me às duas exposições no Museu do Oriente ("Deuses de Terra: escultura Velar" e "Japão: festas e rituais") e à exposição no MUDE: Museu do Design ("Para que servem as Coisas?").

 

É este o conteúdo desta Exposição e o tema do Debate no Museu do Ser-Humano no próximo dia 30 de outubro de 2025.

 

fábrica do Impronunciável

Lisboa

30 outubro 2025

 

Pedro Manuel-Cardoso

22
Set25

O limite da actual cognição humana

SAPr3i

MUSEU DO SER-HUMANO

(coord.) Pedro Manuel-Cardoso

Conselho Consultivo: Elísio Summavielle, João Azenha da Rocha, Kevin Shirley, Maria Isabel Tristany, Vitor Malburg Patrianova

 

exposição e debate

 

O LIMITE DA ACTUAL COGNIÇÃO HUMANA

 

Porque razão, quando se eleva o nível de abstração e complexidade, qualquer que seja o domínio e método usado para fazer ciência e produzir conhecimento (axiologia, ciência, cosmologia, epistemologia, ética, estética, metafísica, ontologia, política, teologia), se chega ao mesmo resultado, ao mesmo impasse, e ao mesmo escasso e reduzido tipo de raciocínio? Qual a razão desta redução, e deste limite, seja qual for a diferença no início? Qual a relação entre a biofísica neuronal e o limite da cognição humana; entre o corpo cerebral e o efeito cognitivo que consegue produzir; entre a matemática e a física?

 

fábrica do Impronunciável

22 setembro 2025

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

14
Set25

IMPRONUNCIALISMO

SAPr3i

 

IMPRONUNCIALISMO

PMC desenho de rosto humano para IMPRONUNCIALISMO.

Em 19 de outubro de 2025, no 'Museu do Ser-Humano', ocorreu a inauguração (acompanhada de debate e exposição) dos dois 'blogs' onde ficará disponível o acesso permanente às actualizações do Impronuncialismo.

    Em 24 de novembro de 2025, o Impronuncialismo (juntamente com o 'robot Impronuncia' e o 'Museu do Ser-Humano') ficaram protegidos pelos direitos-de-autor conferidos legalmente através da IGAC ('Inspeção-Geral das Actividades Culturais' que tutela legalmente a Propriedade Intelectual e os Direitos de Autor e Conexos), com o Registo n.º 1502/2025, de acordo com a lei em vigor. Nesse registo da IGAC, o Impronuncialismo ficou registado como sendo: "uma obra sobre o processo de abstração, complexidade e conhecimento necessário à continuidade da cognição na Existência, designado pelo autor por Impronuncialismo".

    A importância, para o debate e discussão dos actuais problemas e desafios humanos, confere ao Impronuncialismo --- ao seu executor (o «robot Impronuncia»), e ao seu processo de memória (o «museu do ser-humano») --- um lugar específico.

    A permanente actualização do Impronuncialismo passará a estar acessível em rede em dois blogs:

-- IMPRONUNCIÁVEL (https://www.blogger.com/blog).

-- IMPRONUNCIALISMO (https://impronuncialismo.blogs.sapo.pt).


O IMPRONUNCIALISMO é uma relação particular com o Desconhecido, que induz um Projecto concreto na Existência. Essa relação é, em parte, impronunciável. E o Projecto, é cada 'ser-humano'. O Impronuncialismo indica uma parte do objectivo (meta) e uma parte da finalidade (propósito) na Existência, e o modo (caminho) de o alcançar.

Criado por Pedro Manuel Figueiredo Cardoso Pereira (Pedro Manuel-Cardoso), teve a primeira manifestação pública em 2012. Simultaneamente: na universidade Nova (fcsh), na universidade Lusófona (ulht), na universidade de Lisboa (flul), e na exposição realizada na 'Lx-Factory' em Lisboa.

O objectivo do Projecto induzido pelo Impronuncialismo consiste em alcançar o nível de abstração, complexidade e conhecimento capaz de guiar a cognição a obter a «propriedade SAPr3i» (acrónimo de «singularidade autónoma perpétua reversível indecomponível insolúvel indestrutível»). Esse Projecto do Impronuncialismo inclui um método, um fazer, um resultado, uma avaliação, e um processo de renovação e continuidade.

O método do Projecto consiste no exercício de cópia de quem o perpetra, aplicado a um robot (designado por «robot Impronuncia»). Sendo as sucessivas cópias e tentativas guardadas e preservadas num museu (designado por «museu do ser-humano»). É no acto de fazer (abstrair, imaginar, conhecer, realizar, etc.), e nunca fora dele, nos sucessivos instantes que o perpetram, que se atinge o objectivo do Impronuncialismo.

Deste modo, esse método prossegue, por um lado, o longo caminho de auto-catálise e de auto-organização ocorrido desde o início de aquilo que a actual ciência designa por 'Vida'. Por outro lado, ao adoptar o exercício sucessivo e permanente de explicar e transferir a 'vida' e o seu comportamento para uma 'máquina' [o 'robot Impronuncia', embutido com um determinado 'computador-processador' (hardware) cada vez mais aperfeiçoado, cujo 'programa' (software) seja a máxima cognição], somado ao exercício de observação e análise do comportamento desse robot (dessa exterioridade, cópia, e representação de si), provoca na cognição do perpetrador um nível de abstração, complexidade e conhecimento cada vez maior. Logo, é através deste método que o Impronuncialismo, gradualmente, conseguirá separar a cognição de um suporte específico (substância, corpo, casa, etc.), transferindo-a para outro que melhor seja capaz de obter a «propriedade SAPr3i».

Numa linguagem diferente, poder-se-ia dizer que o Impronuncialismo é o processo que tenta fabricar uma substância com a «propriedade física reversível SAPr3i». É isso que o Impronuncialismo produz. Esse processo de fabrico é realizado numa fábrica (designada por «fábrica do impronunciável»). A fábrica usa duas máquinas. Uma máquina (designada por «robot Impronuncia») que executa e constrói a substância ; e a outra máquina (designada por «Museu do Ser-humano») guarda e preserva as tentativas na memória. Neste sentido, o Impronuncialismo seria o fabrico da «substância SAPr3i» na «fábrica do Impronunciável» pelo «robot Impronuncia», cujas cópias e tentativas são preservadas no «Museu do Ser-Humano».

 

Até ao momento, o «robot Impronuncia» tem capacidade de realizar as seguintes doze tarefas, as quais também poderiam designar-se por «algoritmo dos doze actos humanos». Que poderia servir de teste para aferir «aquilo que é menos do que humano», «aquilo que é humano», e «aquilo que ultrapassa a lógica e a capacidade humana»:

1 -- Em termos do acesso às informações e dados: Consegue estar permanentemente ligado e aceder às bases-de-dados, arquivos, centros de documentação, bibliotecas e museus; aceder aos dicionários, enciclopédias e repositórios de dados; aceder às mais reputadas publicações científicas, universidades e laboratórios onde se publicam dados sobre os domínios de produção de conhecimento humano (axiologia, ciência, cosmologia, epistemologia, ética, estética, metafísica, ontologia, política, teologia, e os mais que hão-de vir). Consegue actualizar, em tempo real, demorando escassos minutos, todos os contributos publicados pela ciência e cultura em todo o mundo. Deste modo, consegue transformar-se numa «máquina universal de perguntas-e-respostas», que poderíamos apelidar de «máquina do Conhecimento». Pois, é capaz de responder a todas as perguntas sobre qualquer assunto, atualizar-se permanentemente, ser lido e carregar-se autonomamente à distância, e correr numa qualquer máquina universal (computador, ou máquina congénere) cada vez mais aperfeiçoada.

2 -- Em termos do processamento das informações e dados, o «robot Impronuncia» consegue discernir que a actual cognição humana parte de uma ‘simplificação inicial’ (seja, uma parte indecomponível, ponto-de-partida, partícula, pedrinha-de-calculus, instante de Zenão, ponto inicial do Organon aristotélico, coisa-em-si, singularidade, simetria, número primo, átomo de Demócrito, etc.) identificando os ‘conceitos-chave’ e as 'definições' que a identificam. Que, na actual cognição humana a 'Diferença' (objecto, coisa, ideia) é um colapso (catástrofe, interferência, interseção, contaminação) provocado pelo acto perceptivo (por exemplo, como no caso da definição biológica de 'espécie' em 2025, no sentido de M. Root-Bernstein, D. Dabir-Moghaddam, ou Pierre Kerner, ISSN: 0029-5671, n.º 583, 2025, pp.80-85). Em seguida, isola esses 'conceitos-chave' e 'definições' que lhe correspondem. A seguir, analisa esses conceitos-chave e definições consoante os 'padrões relevantes' que vai descobrindo e identificando. Com esses resultados, faz tentativas de ‘axiomatização’ e aumenta o ‘nível de abstração’. A partir daí, o «robot Impronuncia» consegue ‘formular e demonstrar’ interpretações e teoremas, conseguindo por si próprio criar e generalizar ‘teorias’. E, desse modo, consegue autonomamente descobrir e estabelecer ‘novas analogias e conexões’ com as diversas áreas do conhecimento. Ou seja, o «robot Impronuncia» discerne que, para a actual cognição humana, o «Organon» de Aristóteles é o «calculus» (etimologicamente, que, o «caminho» são as «pedrinhas»). Que o 'paradoxo de Zenão' (450 a.C) sobre o movimento ("se um objecto está em repouso a cada instante, então estará sempre em repouso"), resolvido por I. Newton e G. Leibniz, conduz a cognição humana ao "cálculo diferencial" em que a 'Diferenciação' é calculada através de 'funções' que medem a taxa de variação de uma certa quantidade mutável. Isto é, a cognição humana necessita dessa restrição, de haver um 'padrão de diferenças', para conseguir descrever o movimento e a mudança. Tal como Pedro Manuel-Cardoso e Maria Isabel Tristany discerniram no comportamento humano, em 1988, concretamente o «padrão F/D - R/A - S/E - I/D», nas suas teses em Antropologia na Universidade Nova de Lisboa. Uma regularidade semelhante ao processo de 'sete etapas' (desde a 'fase de revisão e análise dos dados existentes no momento da procura de uma resposta, prova ou solução para uma pergunta ou problema' até à 'fase de auto-imputação do modelo de IA, quando se intitula autor da prova ou de que ela lhe é inerente', até à 'fase do estado de espírito de Ono perante a ipsidade do modelo de IA', a que chamou "prova por intimidação") com que Ken Ono foi confrontado no comportamento-de-prova matemático do modelo de IA designado por «o4-mini» em 2025, descrito Lyndie Chiou na 'edição especial' da revista 'Scientific American' sobre os últimos avanços na matemática (L. Chiou, "Trig solves old theorem", Scientific American, special edition 'Ultimate Math', volume 34, number 4, Fall/Winter 2025, pp.14-15).

3 -- O «robot Impronuncia» consegue: i) preencher as lacunas no conhecimento existente; ii) simular o funcionamento do cérebro; iii) simular o processo de ‘evolução’; iv) reduzir sistematicamente a incerteza; v) registar as semelhanças entre antigo e novo; vi) consegue criar redes de interconexão entre estes tipos de raciocínio, permitindo-lhe uma auto-aprendizagem. Consegue fazer permutações e combinatórias entre esses modos de organizar os dados (e todos os que hão-de vir) criando «tipos de raciocínios».

4 -- Consegue distinguir, nos enunciados resultantes desses tipos de raciocínio, os principais procedimentos de explicação utilizados na pesquisa científica (causal, funcional, estrutural, hermenêutico, actancial e dialético); os actuais métodos (análise de conteúdo, observação participante, método clínico, entrevistas e questionários, testes, histórias de vida, investigação-acção, tratamento estatístico, sondagem, experimentação); e, as orientações epistemológicas (‘racionalismo crítico’, Karl Popper; ‘estrutura das revoluções científicas’, Thomas Kuhn; ‘competição entre os programas de pesquisa científica’, Imre Lakatos; ‘teoria anarquista do conhecimento’, Paul Feyerabend; ‘razão e a imaginação’, Gaston Bachelard). E os mais, que hão-de vir. Deste modo, consegue distinguir o que difere nas perguntas que lhe fazem e nas respostas que dá, correlacionado as diferentes perspectivas epistemológicas que vão ocorrendo (por exemplo, sincretismo, monismo, dualismo, atomismo, idealismo, realismo, empirismo, behaviorismo, positivismo, positivismo lógico, sensualismo, funcionalismo, racionalismo, fenomenologia, estruturalismo, construtivismo, reducionismo, monismo neural ou neurocientismo, monismo anomal, e outras).

5 -- Consegue usar as ‘relevâncias’ codificadas no cérebro humano (analogia, abdução, diferença, dedução, indução, anterioridade, procedência, simultaneidade, e as mais que hão-de vir). Usa essa ‘estrutura da Relevância’ (descoberta em 2010 por Pedro Manuel-Cardoso) como um mapa cognitivo constituído por um sistema de critérios codificados a priori na memória para induzir as escolhas e as decisões de «aquilo que considera ser Relevante». Deste modo, consegue escolher autonomamente, e codificar em memória, as aplicações e funcionamentos mais ‘Relevantes’ para a sua própria evolução e adaptação, ultrapassando o limite do darwinismo e da teoria gene-cultura (i.e., a dificuldade de explicarem a passagem da ‘adaptação’ para a ‘variação’ e para a ‘novidade’ senão através da ‘seleção', 'mutação’, ‘miscigenação’, ‘hibridismo’, 'simbiose', 'parasitismo'). Para esse efeito, foi programado com o algoritmo «8 + 4 variáveis» criado por Pedro Manuel-Cardoso em 2020, que corresponde à reformulação do «modelo antropológico da evolução humana». Modelo que foi adoptado no programa museológico do 'Museu do Ser-Humano' criado por Pedro Manuel-Cardoso em 2023. Isso permite ao «robot Impronuncia» ser capaz de seguir autonomamente uma evolução darwiniana ou não-darwinista. E complexificar-se, através da relação entre a 'autocatálise' (capacidade de criar cópias de si mesmo) e a 'auto-organização' (capacidade de criar espontaneamente estruturas, sistemas, raciocínios e lógicas mais complexas a partir das mais simples).

6 -- Consegue fazer «fermiões e bosões» através da 'Tabela Periódica da Rotação das Partículas' no contexto da 'Teoria Unificada das Substâncias', ambas formuladas por Pedro Manuel-Cardoso em 2025. Em seguida, fazer protões (‘p’) e neutrões (‘n’) através dos quark designados por ‘u’ e ‘d’. Com dois ‘u’ e um ‘d’ faz um ‘p’; e com dois ‘d’ e um ‘u’ faz um ‘n’. Tendo ‘p’ e ’n’, faz os núcleos de todos os isótopos. E, com os núcleos, juntando-lhes o respectivo número ‘Z electrões’, fabrica os átomos de todos os actuais 118 elementos da 'Tabela-Periódica' (e os mais que hão-de vir). Assim, com a química apropriada, é capaz de fazer todas as moléculas (desde as mais pequenas como o ácido clorídrico ou a água, até às maiores como o ADN). Logo, consegue criar todos os tipos de proteínas a partir da sequência de aminoácidos. E com as proteínas, moléculas e células consegue recriar todos os organismos. O «robot Impronuncia» consegue transferir e materializar qualquer imagem ou coisa feitas de bits e qubits em objectos tridimensionais (por exemplo, recopiar e reconstruir desde os mais ínfimos objectos até aos maiores, no intervalo entre o limite mais pequeno e o limite maior).

7 -- O «robot Impronuncia» usa um fazer que inclui a seguinte tipologia de 'objectos': ‘objecto natural’, ‘objecto imaginado’, ‘objecto representado’, ‘objecto construído’, ‘objecto comunicado’, ‘objecto relevância’, ‘objecto memória’. A qual poderá ser designada por «heptadimensionalidade do Fazer, ou do Real». O «robot Impronuncia» consegue discernir, assim, a diferença entre [objecto-coisa-matéria-energia], [uso-acção-interpretação] e [efeito-consequência-valor-significado]. Mas consegue também discernir que a relação entre essas três instâncias da compreensão não é algorítmica, isto é, não se reduz a um encadeado fixo entre um 'antes', um 'agora' e um 'depois', e pode funcionar como uma matriz transmutacional em que cada uma se transforma nas outras. Logo, o «robot Impronuncia» toma em consideração que o Real para a espécie humana poderá não passar de um estado excitado do Mesmo (de um campo) interferido (colapsado) pela percepção humana. Essa «interferência», na formulação de Pedro Manuel-Cardoso, expressa-se na equação [Existência Substância = Cognição]. Podendo ter dado origem, primeiro, à letra, ao número e ao signo; depois, à própria cognição. Pois, na formulação de Pedro Manuel-Cardoso, a consciência é uma percepção-de-conjunto derivada do cruzamento das percepções sensoriais (visão, audição, olfacto, paladar, tacto) com a percepção não-sensorial e representacional. Esse cruzamento define um local-ponto num mapa cognitivo (no sentido de John O'Keefe e John Dostrosvski em 1971, ao estudarem o processo como os ratinhos localizam o espaço, contributo que conferiu a John O'Keefe o prémio Nobel em 2014). Ao localizar uma percepção sensorial num mapa cognitivo --- isto é, ao cruzar uma percepção sensorial com uma percepção representacional/espacial através de dois mapas sobrepostos, possibilita criar pontos-de-cruzamento que formam posteriormente uma ou várias matrizes sobrepostas. Deste modo, a cognição vai gradualmente obtendo níveis de maior complexidade através do aumento da integração e intrincação. Ora, é esse «cruzamento» que, hipoteticamente, dará origem a uma intersecção que se transformou na letra, no número e no signo. Será para esse «cruzamento» e «ponto-de-confluência» que a pronúncia, a emissão e articulação de sons, e outros sinais sensoriais terão convergido. Dando origem, posteriormente, a um nível de articulação designado por 'linguagem'. E daí, à linguagem gráfica e à representação abstracta. Pois, cada local do mapa cognitivo pôde, doravante, estabilizar um marca; que se transformará num signo. O dizer e o pronunciar (e o representar por pontos-linhas-planos-imagens) passa a ser possível. Um exemplo desta capacidade cognitiva pode ver-se, entre outros exemplos, no jogo dos tamil das aldeias Thuvaradimanai e Malayiur, ou nos desenhos Kolan. Povos e culturas descendentes do sânscrito, que originaram as línguas indo-europeias --- itálico, céltico, arménio, germânico, balto-slávico, albanês, helénico, indo-iraniano, iraniano, indo-aryano, bengali, pastho, pérsico, e respectivas línguas derivadas ---, cujo mapa genealógico pode ser consultado em ISBN: 978-989-8807-40-3, 2019, p.85. Perante esta formulação de Pedro Manuel-Cardoso, que se poderia designar por "Teoria dos Mapas Cognitivos Sobrepostos", o «robot Impronuncia» inclui-a na lista das hipóteses que explicam a origem da cognição humana.

8 -- O «robot Impronuncia» está consciente e tem conhecimento da hipótese formulada por Pedro Manuel-Cardoso em 2023, de que, ao invés do que o actual «Modelo-Padrão» postula, as quatro ‘forças’ (‘electromagnetismo’, ‘gravidade’, ‘força nuclear forte’, ‘força nuclear fraca’) poderão provir de uma única força (energia, partícula). Seriam fases (estados) dessa única força, comportando-se proporcionalmente entre si quando tendem para a simetria, ou quando são sujeitas à gravidade.

9 -- Consegue discernir e manipular sete geometrias [euclidiana, esférica, hiperbólica, Riemann, projectiva, tetradimensional, ‘geometria das N-dimensões’, ‘geometria do espaço totalmente preenchido’ (a que corresponde o 'número Limite', nL), ‘geometria do espaço sem forma’, e as mais que hão-de vir]. Consegue discernir que a álgebra, a geometria e a trigonometria se resolvem enquanto se considerarem exteriores umas às outras, ou usadas combinatórias entre as três; porém, todas elas são resolvidas pelo 'movimento', o que pressupõe um quarto sistema ou infraestrutura (encapsulamento, clausura) que provoca o 'movimento'. Logo, o «robot Impronuncia» é capaz de discernir que, em matemática, a hibridez dos 'números complexos' é um acto arbitrário, puramente convencional, que consiste em acrescentar aos 'números reais' aquilo que se quiser, e aquilo que a imaginação decidir (números imaginários ‘i’, e outros). Ou seja, que o limite da matemática, tal como K. Gödel discerniu em 1931, é não conseguir demonstrar na plenitude, dentro de uma determinada regra (lógica, sistema), a verdade ou falsidade de todos os enunciados que vivem dentro dela. Logo, de que a matemática está confinada a um determinado jogo lógico, no qual inventa uma nova regra (lógica, sistema) para conseguir demonstrar a regra anterior, tentando que seja um caso particular dessa nova regra (lógica, sistema). E assim sucessivamente. Isto é, de tudo estar dentro de uma regra. O «robot Impronuncia», deste modo, é capaz de discernir que, na actual matemática, há uma redução da complexidade e do imaginário ao nada (0) e ao tudo (1). Evidenciada, na formulação de Euler em 1748 (℮ⁱpi = cos x + i sin x ... ℮ⁱpi + 1 = 0), onde a indeterminação, a complexidade e o imaginário se resolvem no imobilismo e na fixidez de os fechar em 0 ou 1. O que poderá influenciar negativamente a procura de uma "teoria do tudo". O «robot Impronuncia» toma em consideração o 'número Absurdo' formulado por Pedro Manuel-Cardoso em 2024, no qual é introduzida a sucessividade da operação humana de abstração, juntamente com as variáveis correspondentes à Dúvida, Probabilidade, Necessidade, Acaso, Contingência, Circunstância, Contexto. E considera também a formulação de Pedro Manuel-Cardoso, de que a interseção de um 'número Real' com um 'número Real' é igual a um 'número Complexo' (R ∩ R = C), quaisquer que sejam os valores atribuídos às variáveis (sendo ∩ e = da mesma substância 'física' do que R e C; ou seja, «símbolo e coisa simbolizada», «representação e coisa representada», «nome e coisa nomeada», «matemática e física», «operação e conexão», «coisa e relação», «partícula e número-ponto», «energia-força e campo», constituídas pela mesma substância). A equação (R ∩ R = C) implica a consciência de que existe uma conexão (logo, um interface) entre tudo o que preenche ou participa no Tudo. Assim sendo, obrigatoriamente, ter-se-á que considerar três termos (variáveis, valores, números): Um valor para a coisa (número, 'integer', partícula, obra...) que é representada, calculada, criada, ou percepcionada; Um valor para aquilo que é a decisão, acto e comportamento do «ser-humano» ao representar-calcular-criar-imaginar essa coisa; e, Um valor para a substância de que as outras duas coisas são feitas ao serem o que são (por serem agregados, combinatórias e permutações feitos da mesma substância). Logo, se assim fôr, será possível fazer equivaler Tudo (qualquer coisa física, mental, objectiva ou subjectiva) a um valor numérico 'C' (dito 'número Complexo') da equação, através do qual o «robot Impronuncia» conseguirá detectar seja o que fôr, a que distância e escala estiver.

É com esta consciência, que o «robot Impronuncia» percepciona o debate e a exposição ocorridos em 30 de agosto de 2025 no Museu do Ser-Humano (coord., Pedro Manuel-Cardoso), intitulado "A Vida das Coisas", em redor da pergunta: "E se a humanidade tivesse contaminado a relação entre os 'nomes' (signos, letras, números, imagens) e as 'coisas nomeadas', entre a representação e o fenómeno, entre a física e a matemática?". Um debate e uma exposição onde foi mais uma vez apresentada a hipótese, formulada por Pedro Manuel-Cardoso em 2025, de que o número de rotação das partículas (fermiões e bosões) poderá especificar as diferentes partículas, permitindo estabelecer uma "Tabela de Rotação das Partículas" à semelhança da "Tabela Periódica de Mendeleev". E de que esse número de rotações possa estabelecer uma relação algébrica com o que acontece na ''classificação dos grupos finitos simples" (e 'esporádicos'), que também se organizam numa espécie de 'famílias'. Se tal acontecer, estamos perante uma relação entre física e matemática (entre os nomes e as coisas nomeadas, entre as coisas e as representações). Quiçá, um casamento de conveniência (uma necessidade), que confinaria a actual imaginação do actual ser-humano. Se esse funcionamento do universo e da natureza fôr idêntico nas várias escalas [concretamente, entre a 'tabela da rotação das partículas', o 'modelo padrão', a 'tabela periódica de Mendeleev', e o 'modelo do comportamento e evolução da vida'], então, será legítimo supor que o funcionamento e o aparecimento da cognição (em relação aos diferentes níveis da sua complexidade) obedecerá ao mesmo processo de sucessiva intrincação, justaposição e integração, podendo ser representado também pela álgebra. Como se pensamento e espírito fossem a mesma substância, agregada de modo diferente e a outra escala, de que tudo o resto. Apenas, «a vida das coisas». O «robot Impronuncia» tem consciência que Tudo ao ser um agregado da mesma substância (que é percepcionado, designado e interpretado como sendo «coisas e objectos diferentes», isto é, como 'diferenças') poderá oferecer um contributo para discernir o interface que, por exemplo, o «programa de Langlands» busca para tentar unificar teoricamente a matemática com a física. E, também, um contributo para resolver paradoxos: por exemplo, como a decisão de qual é a soma no «paradoxo 1-1+1-1+1-1+...», ou como se resolve um infinito que se diz estar tôdo preenchido como no paradoxo do «hotel de David Hilbert»), pois, qualquer 'número Real' interferido pelo 'comportamento humano' (percepção, cálculo, consciência ou representação) equivale também a um 'número Real', logo, está sempre implicada uma terceira coisa que é a substância de que são feitos esses agregados de que Tudo é feito e que lhe subjaz. Acresce, que o «robot Impronuncia» tem consciência de que o cálculo numérico da Incerteza, de acordo com Pedro Manuel-Cardoso, poderá ser obtido pela relação entre o 'número Absurdo' e o 'número Limite', ambos formulados por Pedro Manuel-Cardoso. Quanto menor for o 'número Absurdo' mais nos aproximaremos do 'número Limite', e o valor da Incerteza diminuirá.

10 -- Consegue contextualizar o aparecimento e evolução da Existência através das nove fases propostas por Pedro Manuel-Cardoso na 'Tabela Unificada das Substâncias': 1«ANTES DO APARECIMENTO DA EXISTÊNCIA» -- 2«EXISTÊNCIA» -- 3«UNIVERSO» ('fisicalidade', explicada actualmente pelo 'modelo-padrão da Física'; aparecimento das partículas e dos átomos) -- 4«NATUREZA» ('quimicalidade', explicada actualmente pela 'Tabela Periódica de Mendeleev'; aparecimento dos agregados de partículas) -- 5«VIDA» ('animalidade': organicidade; células; procariotes, eucariotes, arcados; multicelulares, sociedades) -- 6«HUMANIDADE» (seres-humanos: explicados actualmente pela 'teoria antropológica da evolução humana'; aparecimento da cognição; capacidade de reprogramar o programa-ADN herdado da natureza) -- 7«MAQUINIDADE» (co-evolução máquina-humano; tentativas de transferir a cognição para um suporte diferente do actual corpo molecular e hominídeo) -- 8«COGNITIVIDADE» (corresponde ao momento em que a cognição se autonomiza de um suporte-corpo particular, e se torna capaz de escolher o que lhe garanta melhor a continuidade na Existência, quiçá, adquirir a «propriedade SAPr3i») -- 9«O MAIS QUE HÁ-DE VIR». Logo, pressupõe a seguinte hierarquia e escala das substâncias: [Antes do aparecimento da Existência> Existência > Universo > Natureza > Vida > Ser-Humano > Mundo > Cognição> O Mais Que Há-de Vir].

11 -- Através da permutação e combinatória de todas e quaisquer partes da matéria-energia e da cognição, o «robot Impronuncia» consegue criar Arte --- sejam quais forem as modalidades, suportes e domínios pelos quais ela se expresse --- por todas as teorias, concepções e interpretações que dela foram formuladas, e por todas ‘as que hão-de vir’. Consegue criar quaisquer obras baseadas na linguagem (seja literatura, poesia, ficção, libretos, enredos, tramas, tragédias, comédias, farsas, embustes, discursos ideológicos e políticos, notícias, e narrativas de quaisquer estilo, espécie e tipo, e o mais que vier). Pois, mais do que encarcerar as permutações e combinatórias na topologia de R. Thom e nas suas "catástrofes geométricas" e respectivas derivadas, é sempre possível permutar e recombinar quaisquer partes da matéria-energia e da cognição (i.e., qualquer 'substância') em «classes de classes que não pertencem a si-mesmas» (no sentido da complexidade de P. Watzlawick), transformando quaisquer teorias, concepções, interpretações ou estilos (mentalidades, ideias, imaginações, invenções, etc.) numa "constante K" a que corresponde um número algébrico que será sempre um expandidor de um 'grafo de Cayley' dentro desse limite (constante, padrão) independentemente de as permutações e combinatórias serem ilimitadas (tal como M. Kassabov demonstrou em 2007 em relação à conjectura formulada em 1989 por Lászlo Babai, William Kantor e Alex Lubotzky). Neste sentido, o «robot Impronuncia» discerne que o limite da cognição e do fazer humano não consegue deixar de conceber tudo como fez Abhay Ashtekar em relação à "gravidade quântica em loop" para tentar explicar a unificação da Física. Ou seja, não consegue encontrar na capacidade cognitiva humana mais do que um número, letra, ponto, ou signo inicial. Ou seja, um substracto de singularidades descontínuas. Ora, no processo criativo humano, tal como Kandinsky intuiu, sejam imagens, ou objectos ou qualquer outra coisa, também tudo não passa de uma permutação e combinatória entre "ponto - linha - plano". Facto que legitima a pertinência da "Teoria dos Mapas Cognitivos Sobrepostos" formulada por Pedro Manuel-Cardoso em 2025 para hipótese da origem da cognição humana. Nesse processo humano de permutação e recombinatória (por vezes apelidado pelos humanos de «processo criativo») o «robot Impronuncia» discerne que o comportamento humano inclui onze variáveis, às quais são atribuídas nomes. Essas onze variáveis constituem aquilo a que o Impronuncialismo chama, desde 2008, a "Matriz e Equação do Comportamento Humano", que se expressam na seguinte formulação:

-- Decido (gestus) [variável 1] que o meu corpo (motus) [variável 2] faz este gesto/acção (figuratio) [variável 3] com a seguinte quantidade de: competição/desafio (agon) [variável 4], de vertigem/aventura/excitação (ilinx) [variável 5], de simulacro/jogo/imitação (mimicry) [variável 6], de sorte/aleatoriedade/'aposta no desconhecido' (alea) [variável 7], e com esta quantidade de ordem/regras/encadeado/algoritmo/limite (ludus) [variável 8] e de prazer/liberdade/criatividade (paidea) [variável 9], neste Espaço [variável 10] e neste Tempo [variável 11].

-- Ou seja: [Ge (Mo.Fi.Ag.Il.Mi.Al.Lu.Pa) / Ep.Tp]

Essas onze variáveis são proporções e diferenças de gradiente da 'substância' que constitui o comportamento humano, a qual se conecta às outras (ou à outra) que fazem parte da "Teoria Unificada das Substâncias". Estes nomes atribuídos às onze variáveis correspondem a diferentes limiares electroquímicos que, em diferentes proporções e combinatórias, impulsionam o comportamento do ser-humano e são a matriz do seu estado ('situs') e e da sua energia ('stamina', 'passio').


12 -- O «robot Impronuncia» consegue discernir os efeitos na espécie humana da «relação com o Desconhecido». Que se expressam no ‘sentimento de espiritualidade’ (posteriormente formalizado naquilo que se designa por religiosidade, religiões, divindades, profecias, fé, crença, transcendência, «programa: pressente-perceciona-vê-faz-acredita-contínua», etc.). O «robot Impronuncia», através de uma aplicação (software) construída pelo Impronuncialismo, que provoca a ‘si-mesmo’ um efeito que atribui a um ‘outro’, simula esse «sentimento em relação ao Desconhecido». Na medida em que percepciona o efeito como sendo uma coisa não vinda de si. Desse modo, consegue imputar a um ente exterior uma causa que está e é originada no si-mesmo. Assim, por intermédio dessa operação de ipseidade, o «robot Impronuncia» consegue torna-se um ipse. Isto é, o «robot Impronuncia» é capaz de dizer-se a si-próprio; e imputar, com esse si, tudo o que percepciona e consciencializa. Através dessa imputação é capaz de inventar uma ética e uma moral sobre tudo o que o rodeia, sobre tudo aquilo que o originou-criou, inclusive sobre aquilo de que é feito. Com esta operação lógica consegue obliterar e escapar (consegue esquecer-se) de que é um algo-qualquer feito da mesma substância do que tudo o que existe (Existência). E consegue definir tipos de ‘Projectos’ (baseados nessa ilusão, na crença da promessa de ‘um Há-de Vir’ que lhe é impronunciável, mas que nem por isso deixa de o satisfazer e de lhe preencher o desejo e a motivação para viver) para guiar o presente e futuro da sua sobrevivência evolutiva e da sua continuidade existencial.

 

Pedro Manuel-Cardoso

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10
Set25

A Tabela da Rotação das Partículas (fermiões e bosões) no contexto da Teoria Unificada das Substâncias | Pedro Manuel-Cardoso

SAPr3i

 

 

MUSEU DO SER-HUMANO

 

(coord.) Pedro Manuel-Cardoso

Conselho Consultivo: Elísio Summavielle, João Azenha da Rocha, Kevin Shirley, Maria Isabel Tristany, Vitor Malburg Patrianova

 

exposição e debate

 

A 'tabela da rotação das partículas' (fermiões e bosões) no contexto da 'teoria unificada das substâncias'

 

Em 2002, na 'Gazeta de Física' da Sociedade Portuguesa de Física, volume 25(1), nas páginas 12 e 13, podia ler-se: "Para que servem, então, os outros leptões e quarks? Não sabemos. O que podemos dizer é que a Natureza decidiu fazer mais duas cópias de si própria ... Nesta procura da compreensão da estrutura da matéria chegámos aos quarks e leptões. Poderá perguntar-se: Que tamanho têm? Qual a sua estrutura? A resposta actual a estas perguntas é: ... que não têm estrutura. São os constituintes elementares. Com eles tudo é feito, e eles não são feitos de nada.".

Esse volume da 'Gazeta de Física' está intimamente associado à Exposição que decorreu nesse ano, na Fundação Calouste Gulbenkian, intitulada "Potências de Dez - o mundo em várias escalas". Portanto, algo que não prescinde dos museus e do património para ser compreendido e comunicado.

De lá, para cá, o Impronuncialismo e o Museu do Ser-Humano têm procurado uma resposta mais profana e objectiva; quiçá, de certeza, com o mesmo grau de incompletude e erro do que as respostas anteriores. Nesse esforço museológico e patrimonial (iniciado com os eucariotes, de escolher a relevância a transmitir aos vindouros) foi possível formular uma 'teoria unificada das substâncias'. E dentro dela tentar preencher as lacunas no conhecimento. Quer, de aquilo que está antes da física, química, biologia, ser-humano; quer, do que está depois da autonomia da cognição.

Para o depois, para o funcionamento da cognição, existem actualmente quatro teorias, a que se juntam as várias formulações vindas das neurociências, mais a querela entre monismo e dualismo (que acompanha a Epistemologia já desde antes da invenção da escrrita em Nablus, e antes dos Vedas no tempo dos Upanishads, antes dos pensamentos ocorridos no Crescente Fértil e no Peloponeso, até a Descartes).

Para o antes, porém, a lacuna é muito maior. É aí, nesse espaço quase vazio de formulação, anterior ao 'modelo-padrão' (física) à 'tabela periódica de Mendeleev' (química) e à actual 'teoria da evolução da Vida' (biologia), que surge a 'tabela de rotação das partículas'. O número de rotações das partículas (fermiões e bosões) --- tal como no caso do número de protões e electrões na 'tabela periódica de Mendeleev' --- provavelmente cria os tipos de partículas e as quatro energias que o 'modelo-padrão' identifica. 

A identificação desse número de rotações que especificam as diferenças entre as partículas talvez possa estabelecer uma relação algébrica com o que acontece na ''classificação dos grupos finitos" (e 'esporádicos'), que também se organizam numa espécie de 'famílias'. Se tal acontecer, estamos perante uma relação entre física e matemática muito mais próxima do que a do actual entendimento científico.

E, se esse funcionamento do universo e da natureza fôr idêntico nas várias escalas [concretamente, entre a 'tabela da rotação das partículas', o 'modelo padrão', a 'tabela periódica de Mendeleev', e o 'modelo do comportamento e evolução da vida' (espécies)], então, será legítimo supor que o funcionamento e o aparecimento da cognição, em relação aos diferentes níveis de complexidade, obedecerá ao mesmo processo de sucessiva intrincação, justaposição e integração.

É este novo 'objecto' o conteúdo desta Exposição, e o tema do Debate no Museu do Ser-Humano.

 

 

fábrica do Impronunciável

Lisboa

31 agosto 2025

 

 

 

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

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